Agosto 2026

central park
Cidades do Futuro, Comunidade, Negócios, Sustentabilidade, Tríplice Fronteira, Turismo Sustentável

Gestão Compartilhada Entre Três Países

Existe um parque, na Tríplice Fronteira, que já prova que natureza não reconhece fronteira. Inegavelmente, falamos das Cataratas do Iguaçu que se estendem por 2.700 metros, sendo 800 metros do lado brasileiro e 1.900 do lado argentino. Uma única paisagem, dividida por uma linha que só existe no mapa. É esse espírito que inspira o Parque Turístico Trinacional proposto pelo IAG, mas com um diferencial: sua gestão foi planejada para ser compartilhada, seguindo um modelo já testado em outras partes do mundo. . O modelo por trás do Parque Turístico Trinacional Um dos maiores exemplos globais de gestão compartilhada de espaço público é o Central Park, em Nova York. Nas décadas de 1960 e 1970, o parque enfrentou abandono e degradação por falta de recursos públicos. A solução veio por meio da Central Park Conservancy, uma organização sem fins lucrativos criada em parceria público-privada com a prefeitura. Hoje, no entanto, essa parceria já investiu mais de US$ 875 milhões no parque ao longo de 36 anos, sendo responsável por cerca de 83,5% do orçamento anual e por 80,7% da equipe de manutenção. O Parque Turístico Trinacional foi planejado com essa mesma lógica. Unir recursos públicos dos três países a investimentos e parcerias privadas, e dessa forma, garantir manutenção de longo prazo sem depender de um único orçamento governamental. . ESG como parte do planejamento, não como discurso Do lado brasileiro, o Parque Nacional do Iguaçu — gerido pelo ICMBio — já opera com transporte interno por ônibus panorâmicos, reduzindo a circulação de veículos particulares e limitando emissões dentro da unidade de conservação. Esse tipo de decisão, de fato, é parte central de qualquer estratégia sólida de ESG: governança compartilhada (o “G”), impacto social por meio do acesso público ao território (o “S”), e conservação ambiental ativa (o “E”). Por isso, o Parque Turístico Trinacional nasce já incorporando esses três pilares, em vez de tratá-los como adição posterior. . Convivência entre três administrações, um só território Diferente de outros projetos do IAG, como o Teleférico Trinacional, o Parque Turístico Trinacional não é sobre deslocamento, é sobre permanência. A gestão compartilhada entre Brasil, Argentina e Paraguai, somada a parcerias privadas nos moldes da Central Park Conservancy, permite manter um padrão único de conservação e experiência do visitante, mesmo atravessando três administrações públicas diferentes. . Um espaço para os três países, ao mesmo tempo O Parque Turístico Trinacional representa a face mais simbólica dos projetos do IAG: um lugar que não pertence a nenhum dos três países isoladamente, mas aos três ao mesmo tempo e sustentado por um modelo de gestão que já provou funcionar em outras partes do mundo. . Continue explorando Leia também: Fonte recomendadaICMBio – Parque Nacional do IguaçuCentral Park Conservancy Sobre o Iguassu Aguas GrandesO Iguassu Aguas Grandes promove reflexões sobre cidades inteligentes, sustentabilidade, inovação, mobilidade, biodiversidade e desenvolvimento regional integrado na Tríplice Fronteira. Acreditamos que compreender as conexões entre natureza, território e sociedade é essencial para construir futuros mais resilientes e regenerativos. . Compartilhe:

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Cidades do Futuro, Sustentabilidade, Tríplice Fronteira

Soluções Sustentáveis para Cidades Conectadas

Falar em cidade conectada, hoje, não é falar apenas de internet ou tecnologia. As soluções sustentáveis para cidades conectadas mais relevantes do momento têm a ver com outra coisa: integrar mobilidade, natureza e território de forma que um elemento sustente o outro, em vez de competir por espaço. . Cidades conectadas começam com decisões simples Redes internacionais como o C40 Cities, que reúne quase 100 cidades ao redor do mundo comprometidas com ação climática, contudo, defendem que bairros conectados e de uso misto reduzem a dependência do carro. Além disso, criam comunidades mais vibrantes, sem depender de grandes revoluções tecnológicas. É exatamente esse princípio que orienta o Anel Viário Metropolitano e o Circuito Cicloviário Trinacional: organizar o fluxo entre os três países da Tríplice Fronteira de forma integrada, priorizando conexão sobre velocidade. . Soluções sustentáveis aplicadas ao território A ICLEI, rede global de governos locais por sustentabilidade, também reforça que iniciativas como a integração de áreas verdes ao planejamento urbano (e não ao redor dele) são centrais para cidades resilientes, de fato. Isso aparece de forma direta, onde a infraestrutura de mobilidade convive com a vegetação nativa, em vez de substituí-la. Da mesma forma, o Parque Turístico Trinacional propõe um espaço verde compartilhado entre os três países. Ademais, reforça que soluções sustentáveis para cidades conectadas não separam infraestrutura de natureza, elas combinam as duas. . Um território pensado como sistema, não como peças soltas O que diferencia uma cidade conectada de uma cidade apenas urbanizada é a forma como seus elementos conversam entre si. Assim como já discutimos no artigo sobre integração territorial na Tríplice Fronteira, cada projeto do IAG (anel viário, teleférico, ciclovia e parque) funciona melhor quando pensado como parte de um sistema territorial único, não como obras isoladas. . O futuro conectado já está em construção Por isso, adotar soluções sustentáveis para cidades conectadas significa aceitar que mobilidade, natureza e desenvolvimento regional não competem pelo mesmo espaço, eles dependem uns dos outros. É esse o princípio que sustenta os projetos do IAG na Tríplice Fronteira. . Continue explorando Leia também: . Fonte recomendadaC40 CitiesICLEI América do Sul . Sobre o Iguassu Aguas GrandesO Iguassu Aguas Grandes promove reflexões sobre cidades inteligentes, sustentabilidade, inovação, mobilidade, biodiversidade e desenvolvimento regional integrado na Tríplice Fronteira. Acreditamos que compreender as conexões entre natureza, território e sociedade é essencial para construir futuros mais resilientes e regenerativos. . Compartilhe:

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