Janeiro 2026

Cidades do Futuro

Energia limpa e engenharia ambiental: soluções para cidades do futuro

. Quando falamos em cidades do futuro, não estamos imaginando algo distante ou futurista demais. Estamos falando de escolhas que começam agora — e duas delas caminham juntas: energia limpa e engenharia ambiental. Mais do que tecnologias, elas são ferramentas para criar cidades mais humanas, resilientes e conectadas ao território. . Energia limpa: quando a cidade aprende com a natureza A Energia limpa é aquela que respeita os limites do planeta e valoriza seus ciclos naturais. Sol, vento, água e biomassa deixam de ser apenas paisagem e passam a ser fontes inteligentes de desenvolvimento, de fato. Por isso, em cidades que adotam energia limpa: Ou seja: a cidade passa a funcionar em harmonia com o ambiente, e não contra ele. . Engenharia ambiental: o cérebro por trás das soluções Se a energia limpa é o “o quê”, a engenharia ambiental é o “como”. Afinal, é ela que planeja, integra e transforma boas ideias em soluções reais: No entanto, o engenheiro ambiental olha para a cidade como um organismo vivo, onde tudo está conectado: água, mobilidade, moradia, natureza e pessoas. . Singapura. Foto: Divulgação . Cidades do futuro são cidades bem planejadas Uma cidade sustentável não nasce do improviso. Mas ela é pensada a partir do território, respeitando suas características naturais e culturais. Quando energia limpa e engenharia ambiental atuam juntas, surgem cidades que: O futuro urbano não está apenas em prédios inteligentes, mas em decisões inteligentes. . Um dos Parques Urbanos do Iguassu Aguas Grandes . Pensar energia é pensar território Na região trinacional, contudo, onde rios conectam países e histórias, pensar energia limpa é também pensar integração, cooperação e futuro compartilhado. O Iguassu Aguas Grandes acredita que o desenvolvimento sustentável nasce quando natureza, tecnologia e planejamento caminham juntos — sempre com o território como protagonista. Porque cidades do futuro não são apenas mais modernas.Elas são mais conscientes, equilibradas e vivas.

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Crônicas

Quando a Fronteira Engarrafa, a Criatividade Precisa Passar na Frente

Crônica por Nilso Raffagnin – Pensador de Cidades Uma crônica crítica e bem-humorada sobre mobilidade, fronteiras e integração trinacional. Como a criatividade urbana pode acelerar o MERCOSUL. Parcerias público-privadas, mobilidade e uma velha pergunta: por que complicar o que pode ser integrado? Ponte da Amizade | Foto: Gazeta do Povo . Há dias em que atravessar a fronteira parece mais difícil do que atravessar uma ideia nova. Filas longas, buzinas impacientes, relógios andando mais rápido do que deveriam. E, no fundo de tudo, uma constatação simples — não falta vontade de integrar, falta gente para operar o sistema. Não é segredo para ninguém que a escassez de funcionários públicos federais, especialmente do lado brasileiro, já foi decisiva para que a segunda ponte entre Presidente Franco e Foz do Iguaçu nascesse com vocação limitada: caminhões entram, cidades respiram menos. Não foi birra, foi matemática administrativa. Sem gente, não tem controle. Sem controle, trava tudo. Mas cidades — e fronteiras — não gostam de ficar paradas. Foi observando esse engarrafamento crônico de ideias e veículos que, junto com a arquiteta Mariam Damen, começamos a defender algo que parece ousado apenas porque ainda não foi tentado com seriedade: uma Parceria Público-Privada Trinacional entre Argentina, Brasil e Paraguai. Nada revolucionário no mundo. Apenas novidade por aqui. O Iguassu Aguas Grandes, apresentado à comunidade desde 1988 (sim, ideias boas envelhecem melhor que discursos), volta agora ao centro da conversa justamente por atacar o problema onde ele realmente está: na forma como organizamos fluxos, não apenas pessoas. . Menos filas, mais cidade A proposta é simples no conceito e ambiciosa na escala.Se o trânsito pesado não combina com centro urbano, por que insistimos nisso? Um Anel Viário Metropolitano Trinacional, com caráter rodoferroviário, desviaria os caminhões para fora das áreas urbanas. Os controles — sempre sob supervisão dos órgãos públicos — aconteceriam onde faz sentido: nas saídas estratégicas do sistema, a exemplo das EADIs (Estações Aduaneiras do Interior). Resultado?Pontes liberadas. Cidades respirando. Pessoas circulando. Não é mágica. É urbanismo. . E se cruzar a fronteira fosse… agradável? Agora, sejamos honestos: fronteira também é encontro.E encontro merece mais do que cancela e carimbo. O Teleférico Trinacional surge exatamente como esse símbolo. Não para substituir pontes, mas para redefinir experiências. Ligar Argentina, Brasil e Paraguai por via aérea, dentro de um Parque Turístico Trinacional, é permitir que moradores e visitantes vivam algo raro: estar em três países ao mesmo tempo, sem pressa e sem estresse. Ali, onde hoje vemos limites, podemos criar um verdadeiro “Central Park Trinacional“ — com espaços para cultura, feiras internacionais, festivais, esportes, museus a céu aberto e trilhas que ensinam geografia melhor do que qualquer sala de aula, de fato. . Geografia ao vivo (sem prova no final) Poucas experiências seriam tão didáticas — e emocionante, de fato — quanto observar, do alto, o Encontro das Águas Grandes dos rios Iguaçu e Paraná. Dois rios monumentais, três países, uma aula prática sobre integração. Ali estão Itaipu, uma das sete maravilhas da engenharia mundial. Ali estão as Cataratas, Patrimônio Natural da Humanidade. E ali, paradoxalmente, ainda insistimos em soluções pequenas para problemas grandes. . Acelerando o MERCOSUL com menos discurso e mais projeto Quando encaminhamos essa proposta aos governos dos três países, durante a atual presidência brasileira do MERCOSUL, fizemos questão de deixar algo claro: não se trata de substituir o Estado, mas de ajudá-lo a funcionar melhor. No entanto, se alguém apresentar uma solução mais eficiente, mais integrada e mais humana, que o faça. As cidades agradecem. Porque nós, arquitetos e urbanistas, sabemos que criatividade urbana não é vaidade — é necessidade. No fim das contas, acelerar o MERCOSUL talvez não seja correr mais.Talvez seja parar de travar.

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