Território, Não Fronteira: A Visão por Trás dos Projetos do IAG

Conheça a visão de território integrado por trás dos projetos do Iguassu Aguas Grandes na Tríplice Fronteira: mobilidade, turismo e conexão regional.

Território, Não Fronteira: A Visão por Trás dos Projetos do IAG

Duas formas de ver a mesma região

A escritora Anaïs Nin resumiu bem uma ideia que também vale para o planejamento urbano: não vemos o mundo como ele é, vemos como somos. Diante da Tríplice Fronteira, existem duas formas possíveis de olhar.

Uma enxerga limites, três países, três administrações, três lógicas separadas. Outra enxerga a integração territorial na tríplice fronteira como um caminho natural, já que rios e não fronteiras separam essa região. É dessa segunda forma de olhar que nascem os projetos do Iguassu Aguas Grandes.

Mobilidade como conexão, não como obra isolada

O Anel Viário Metropolitano e o Circuito Cicloviário Trinacional partem do mesmo princípio: mobilidade urbana não deveria parar numa linha de fronteira. Enquanto o anel viário organiza o fluxo de veículos entre os três países, o circuito cicloviário propõe uma alternativa mais leve, conectando bairros, centros urbanos e pontos turísticos por vias dedicadas a ciclistas.

Além disso, esse tipo de infraestrutura dialoga diretamente com o pensamento de ciclo de vida, tema que já exploramos em outro artigo, afinal, escolhas de mobilidade também carregam origem e destino.

Organismos como a ONU-Habitat já reforçam, em diferentes contextos latino-americanos, a importância de um planejamento urbano integrado ao desenvolvimento territorial regional. Essa é, portanto, a mesma lógica que orienta esses dois projetos.

Conectar por cima do território

O Teleférico Trinacional propõe algo mais simbólico: uma conexão aérea entre os três países, literalmente por cima das fronteiras. Dessa forma, além da função de mobilidade e turismo, o projeto reforça visualmente a mensagem central do IAG, a de que essa região pode ser atravessada, vista e vivida como uma coisa só.

Assim como discutimos no artigo sobre mentalidade, ação e escolha, pequenas mudanças de perspectiva costumam abrir caminho para grandes transformações territoriais.

Território que também se visita

O Parque Turístico Trinacional fecha esse conjunto de projetos como um espaço de convivência entre os três países, pensado para ser vivido em conjunto, não em paralelo.

Estudos de desenvolvimento regional, como os produzidos pelo IPARDES no Paraná, contudo, mostram como investimentos em infraestrutura turística e de mobilidade têm impacto direto no crescimento econômico regional. Ou seja, a integração territorial na tríplice fronteira não é apenas simbólica: ela também tem efeito concreto sobre a economia local.

A forma como escolhemos ver

No fim, cada um desses projetos responde à mesma pergunta: essa região continua sendo vista como três pedaços separados, ou como um território só? O IAG já escolheu sua resposta, e ela está desenhada em estrada, teleférico, ciclovia e parque, prova concreta de que integração territorial também se constrói, projeto por projeto.

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Fonte recomendada

ONU-Habitat Brasil
IPARDES – Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social


Sobre o Iguassu Aguas Grandes
O Iguassu Aguas Grandes promove reflexões sobre cidades inteligentes, sustentabilidade, inovação, mobilidade, biodiversidade e desenvolvimento regional integrado na Tríplice Fronteira. Acreditamos que compreender as conexões entre natureza, território e sociedade é essencial para construir futuros mais resilientes e regenerativos.

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